Lua Poetisa “A favorita” vence a 4ª Edição da maior competição de Spoken Word- Muhatu.

Atualizado: 29 de Out de 2020

Spoken Word Feminino


Lua, pseudónimo literário de Adolfina de Jesus Félix da Cruz, conhecida como “Poetisa e artista”, vence a 4ª edição de Spoken Word feminino em Luanda.



Quem é a Lua? Fale-nos um pouco de si.

Sou poetisa e artista de spoken word.

Lua, pseudónimo literário de Adolfina de Jesus Félix da Cruz, é natural de Luanda, mais propriamente do município da Maianga. Slammer, slam master, compositora e actriz. Faz parte do Colectivo de Artes Pedro Bélgio e de dois grupos de poesia, são eles o Forno Feminino e o Tamujunto. Além disso, é mentora de um slam realizado nas ruas das cidades de Luanda, que é o Slam Lunar.

Quando é que nasceu esse gosto pela poesia?

Desde pequena sempre gostei de recitar poesias no modo tradicional, mas o gosto pelo spoken word surgiu no ensino médio, quando me mandavam fazer composições. Geralmente ficava surpreendida com que eu escrevia, não era necessariamente textos poéticos, mas eram bons de ser recitados. Em 2018 vi um programa de spoken word na televisão e identifiquei-me com o que vi, fui à procura deles e informar-me sobre a arte. A partir daí comecei a mostrar o que eu fazia e desde então nunca mais parei.


Como foi participar e consagrar-se vencedora da 4ª edição do Spoken Word?

Senti-me muito feliz pelo prémio. Na verdade, só o facto de participar num slam já é algo que me orgulha e sair em primeiro lugar é mais emocionante ainda.


Esperava mais de si?

Esperava, é resultado de um trabalho que tenho feito há algum tempo. Procurar superar-me no que faço é algo contínuo pois faço pesquisas sobre as coisas que agregam valor e transformo tudo isso em arte.


Podemos afirmar que a poesia é a sua vida? Ou será que tem outro talento?

Faço outras artes, mas a poesia é aquela com a qual me identifico mais.


Como pretende contribuir para o crescimento do movimento de spoken word e para o aumento da representatividade feminina?

Para mim, a cidadania é algo que deve ser exercitado continuamente se quisermos fazer mudanças significativas onde habitamos. Tenho contribuído para isso através minha arte, mais propriamente com o slam que eu realizo anualmente nas ruas de Luanda, que visa não só levar essa arte de intervenção que fazemos mas fazer com que as pessoas saíam um pouco das suas zonas de conforto e dos espaços fechados para explorarem o meio ambiente e diversificar os espaços de actuações dos artistas. O Slam Lunar é o meu projecto de vida e espero que, tal como eu, outras mulheres também se sintam inspiradas a ir atrás dos seus sonhos. Nem sempre é fácil, mas de certeza que é prazeroso.


Que conselhos deixaria para os concorrentes das próximas edições?

Participem porque não há nada mais bonito do que participar num slam. É difícil entrar num slam e sair vazia pois lá aprendem-se muitas coisas, principalmente porque o Muhato vem quebrar o estigma da rivalidade feminina e os tabus sobre as mulheres. Por último, nunca subestimem ninguém, sejam vocês mesmas e criem a vossa marca. Parece ser algo normal mas é a cereja no top do bolo.



Conecte-se com Lua:

Facebook: http://www.facebook.com/adolfinadacruz

Instagram: @lua_poetisa01

0 comentário

© 2020 by Clube das Empresárias